Na época, 1974, foram veiculadas algumas entrevistas em que PV alegara que muitas etapas do Campeonato Europeu de 2 Litros foram canceladas. Na realidade, não foram tantas assim. Ao todo foram realizadas 7 etapas, sendo 3 na Itália, 2 na França, 1 na Espanha e 1 na Alemanha. Eis aqui um dos principais problemas de PV na sua temporada europeia - sua base ficava na Inglaterra, onde não houve sequer uma corrida do torneio. Teria sido melhor para ele ter uma base na França ou Itália, por exemplo, do que na Inglaterra.
No fim das contas Pedro Victor não correu sequer uma vez na Itália, onde foi disputada a maioria dos rounds.
De fato, Pedro Victor só correu em 3 corridas do Europeu de 2 litros de 1974, as provas de Paul Ricard, Clermont Ferrand e de Hockenheim.
As primeiras duas corridas foram disputadas por PV com o March BMW, ao passo que em Hockenheim seu carro já estava equipado com motor Ford.
Interpretem os fatos como queiram, portanto, vou apresentá-los, sem querer fazer polêmicas nem tampouco denegrir a imagem de um piloto a quem muito aprecio. Em Paul Ricard, PV largou em 19. e não terminou a corrida. Em Clermont Ferrand, largou em 17., e terminou em décimo, na frente de somente três outros concorrentes. Em Hockenheim, PV largou novamente em décimo sétimo, e abandonou mais uma vez.
Em suma, é preciso ser muito otimista para dizer que sua temporada no Europeu de 2 litros foi um sucesso, por que taxativamente não foi. Independente dos fatores que o levaram a omitir a participação em mais da metade das etapas do campeonato, inclusive motores quebrados, problemas com patrocinador e distância da base, a verdade é que o objetivo principal de PV na sua temporada europeia não foi atingido - que era participar do campeonato Europeu de 2 litros inteiro.
Portanto, pelo menos nesse sentido é improcedente a queixa de Pedrinho de que a imprensa deu pouco valor às suas realizações no 2 litros, pois de fato, foram raras e mal sucedidas aparições nesse campeonato que nem era coberto no Brasil.
PV acabou participando da etapa da Interserie realizada em Silverstone, em 12 de maio. Nessa corrida, PV conseguiu largar em décimo, com tempo bem próximo de Peter Gethin, piloto oficial da Chevron, que largou em sétimo, mas ainda assim, bem longe de John Lepp, o primeiro da classe também com Chevron. Poucos eram os bing-bangers presentes na corrida, de fato a grande maioria era carros de dois litros. Na corrida, PV teve problemas no cabeçote e abandonou. As outras cinco corridas do campeonato ocorreram na Alemanha e Itália e Pedro Victor não participou.
Alguns poderiam dar razão a PV quando as revistas publicaram, com grande ênfase, a participação de Emerson Fittipaldi na próxima prova da Interserie, com um Porsche 917-10 de Willi Kauhsen. Lembro-me que na época, a QR quando indagada por leitores por que determinada corrida ou evento não foi coberto, alegava "falta de interesse jornalístico". Foi esse também o caso. No caso da corrida em Hockenheim, o colunista da revista Emerson largou na pole, com um carro com grandes possibilidades de ganhar, liderou, e acabou em sexto. O ex-colunista da QR e da PV, De Lamare, teve uma participação bem menos destacada na Interserie.
Por último, vejamos a participação do piloto no Mundial de Marcas. PV alegou que, pela falta de corridas do 2 litros, se viu forçado a se inscrever no Mundial de Marcas. Alguns poderiam interpretar que o carro foi inscrito em diversos rounds do famoso campeonato, mas na realidade, o brasileiro só se inscreveu na prova de Brands Hatch, em nenhuma outra prova. Naquela ocasião, pilotou o March Ford em dupla com Antonio Castro Prado, e Marivaldo Fernandes aparece como piloto preliminarmente inscrito na prova. Na corrida, 23o. nos treinos, PV mais uma vez abandona após 115 voltas.
Francamente, não creio que houve assinatura da imprensa contra PV. Essa participação dos brasileiros numa prova do Mundial de Marcas foi mencionada com devida brevidade nos meios de imprensa brasileiros, até porque, não havia muito o que dizer. Naquela mesma corrida, um carro de 2 litros, o Chevron-Ford de Brian Redman e Peter Gethin, marcou o quarto tempo nos treinos, e chegou em quinto, dando bastante trabalho para os carros de 3 litros! E oito dos carros que terminaram a corrida eram protótipos de 2 litros. Portanto, a participação do March no Mundial de Marcas não foi tão heróica assim.
Fica patente que a participação de PV no fraco campeonato inglês de protótipos se deu por uma mistura de necessidade e escolha, para reduzir custos, não quebrar equipamento em provas longas, ficar próximo da base e garantir resultados melhores do que os obtidos em campeonatos de melhor nível.
No fim das contas Pedro Victor não correu sequer uma vez na Itália, onde foi disputada a maioria dos rounds.
De fato, Pedro Victor só correu em 3 corridas do Europeu de 2 litros de 1974, as provas de Paul Ricard, Clermont Ferrand e de Hockenheim.
As primeiras duas corridas foram disputadas por PV com o March BMW, ao passo que em Hockenheim seu carro já estava equipado com motor Ford.
Interpretem os fatos como queiram, portanto, vou apresentá-los, sem querer fazer polêmicas nem tampouco denegrir a imagem de um piloto a quem muito aprecio. Em Paul Ricard, PV largou em 19. e não terminou a corrida. Em Clermont Ferrand, largou em 17., e terminou em décimo, na frente de somente três outros concorrentes. Em Hockenheim, PV largou novamente em décimo sétimo, e abandonou mais uma vez.
Em suma, é preciso ser muito otimista para dizer que sua temporada no Europeu de 2 litros foi um sucesso, por que taxativamente não foi. Independente dos fatores que o levaram a omitir a participação em mais da metade das etapas do campeonato, inclusive motores quebrados, problemas com patrocinador e distância da base, a verdade é que o objetivo principal de PV na sua temporada europeia não foi atingido - que era participar do campeonato Europeu de 2 litros inteiro.
Portanto, pelo menos nesse sentido é improcedente a queixa de Pedrinho de que a imprensa deu pouco valor às suas realizações no 2 litros, pois de fato, foram raras e mal sucedidas aparições nesse campeonato que nem era coberto no Brasil.
PV acabou participando da etapa da Interserie realizada em Silverstone, em 12 de maio. Nessa corrida, PV conseguiu largar em décimo, com tempo bem próximo de Peter Gethin, piloto oficial da Chevron, que largou em sétimo, mas ainda assim, bem longe de John Lepp, o primeiro da classe também com Chevron. Poucos eram os bing-bangers presentes na corrida, de fato a grande maioria era carros de dois litros. Na corrida, PV teve problemas no cabeçote e abandonou. As outras cinco corridas do campeonato ocorreram na Alemanha e Itália e Pedro Victor não participou.
Alguns poderiam dar razão a PV quando as revistas publicaram, com grande ênfase, a participação de Emerson Fittipaldi na próxima prova da Interserie, com um Porsche 917-10 de Willi Kauhsen. Lembro-me que na época, a QR quando indagada por leitores por que determinada corrida ou evento não foi coberto, alegava "falta de interesse jornalístico". Foi esse também o caso. No caso da corrida em Hockenheim, o colunista da revista Emerson largou na pole, com um carro com grandes possibilidades de ganhar, liderou, e acabou em sexto. O ex-colunista da QR e da PV, De Lamare, teve uma participação bem menos destacada na Interserie.
Por último, vejamos a participação do piloto no Mundial de Marcas. PV alegou que, pela falta de corridas do 2 litros, se viu forçado a se inscrever no Mundial de Marcas. Alguns poderiam interpretar que o carro foi inscrito em diversos rounds do famoso campeonato, mas na realidade, o brasileiro só se inscreveu na prova de Brands Hatch, em nenhuma outra prova. Naquela ocasião, pilotou o March Ford em dupla com Antonio Castro Prado, e Marivaldo Fernandes aparece como piloto preliminarmente inscrito na prova. Na corrida, 23o. nos treinos, PV mais uma vez abandona após 115 voltas.
Francamente, não creio que houve assinatura da imprensa contra PV. Essa participação dos brasileiros numa prova do Mundial de Marcas foi mencionada com devida brevidade nos meios de imprensa brasileiros, até porque, não havia muito o que dizer. Naquela mesma corrida, um carro de 2 litros, o Chevron-Ford de Brian Redman e Peter Gethin, marcou o quarto tempo nos treinos, e chegou em quinto, dando bastante trabalho para os carros de 3 litros! E oito dos carros que terminaram a corrida eram protótipos de 2 litros. Portanto, a participação do March no Mundial de Marcas não foi tão heróica assim.
Fica patente que a participação de PV no fraco campeonato inglês de protótipos se deu por uma mistura de necessidade e escolha, para reduzir custos, não quebrar equipamento em provas longas, ficar próximo da base e garantir resultados melhores do que os obtidos em campeonatos de melhor nível.
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