Poucos já ouviram falar no piloto mineiro Thiago de Assis. Mas o fato é que Thiago correu na Fórmula Ford inglesa em uma época em que o número de pilotos brasileiros no exterior não era tão grande como hoje. Só por isso já merece uma menção honrosa.
Nascido em Juiz de Fora em 1950, Thiago, que só havia corrido de Opala na D1 no Brasil, resolveu chutar o balde e viver seu sonho. Deixou a sua rede de carrinhos de cachorro quente em Campinas nas mãos do irmão, e decidiu virar o próximo Niki Lauda. Como o austríaco, que se sagraria campeão mundial pela primeira vez naquele ano, Thiago contraiu um empréstimo num banco, que nas suas palavras, pagava como podia.
Ele e a esposa resolveram então encarar o automobilismo inglês com a cara e a coragem. Comprou um Dulon por 1900 libras, contratou um mecânico que trabalhava na March, por 100 libras ao mês, um Ford Cortina e um reboque e foi a luta. Não era um esquema caro, como se vê.
A Fórmula Ford esteve em vias de morrer na Inglaterra em anos recentes, com fracos grids e muita concorrência de inúmeras outras categorias de base, mas em 1975 a categoria parecia ter mais pilotos do que a população de muitas cidades inglesas. Quando a F-3 passou para 2 litros em 1974, diminuiram os inscritos e aumentaram os custos da categoria, e muitos pilotos que antes teriam ido direto para a F3, corriam na FF. O número de inscritos era assustador e era muito difícil se destacar na categoria. A coragem de Thiago era laudável, mas os resultados não foram laudísticos.

Logo acabou o dinheiro e Thiago e sua esposa se viram forçados a se mudar para um hotel, no qual também trabalhavam, Thiago de garçon, a esposa de camareira. Nas corridas. Thiago conseguia posições intermediárias, em provas com até oitenta inscritos, mas só chamavam atenção na FF os ponteiros. Pouco podia treinar, para ganhar experiência, pois além de ter que trabalhar fora, os treinos obviamente não eram gratuitos. Tinha que pilotar com muito cuidado, pois não podia nem sonhar em bater o carro. Assim, os resultados não foram lá grande coisa. Obteve um sexto lugar numa corrida extra-campeonato em Brands Hatch, que não contou, entretanto, com os melhores pilotos da categoria. De resto, só posições intermediárias. Ainda por cima, bateu justo no conterrâneo Henrique Câmara numa prova em Silverstone no finalzinho da temporada.
Apesar de falar em continuar em 1976, infelizmente a carreira de Thiago não foi para a frente. Restaram muitas histórias para contar aos netos e muito cachorro quente para vender.
Nascido em Juiz de Fora em 1950, Thiago, que só havia corrido de Opala na D1 no Brasil, resolveu chutar o balde e viver seu sonho. Deixou a sua rede de carrinhos de cachorro quente em Campinas nas mãos do irmão, e decidiu virar o próximo Niki Lauda. Como o austríaco, que se sagraria campeão mundial pela primeira vez naquele ano, Thiago contraiu um empréstimo num banco, que nas suas palavras, pagava como podia.
Ele e a esposa resolveram então encarar o automobilismo inglês com a cara e a coragem. Comprou um Dulon por 1900 libras, contratou um mecânico que trabalhava na March, por 100 libras ao mês, um Ford Cortina e um reboque e foi a luta. Não era um esquema caro, como se vê.
A Fórmula Ford esteve em vias de morrer na Inglaterra em anos recentes, com fracos grids e muita concorrência de inúmeras outras categorias de base, mas em 1975 a categoria parecia ter mais pilotos do que a população de muitas cidades inglesas. Quando a F-3 passou para 2 litros em 1974, diminuiram os inscritos e aumentaram os custos da categoria, e muitos pilotos que antes teriam ido direto para a F3, corriam na FF. O número de inscritos era assustador e era muito difícil se destacar na categoria. A coragem de Thiago era laudável, mas os resultados não foram laudísticos.
Logo acabou o dinheiro e Thiago e sua esposa se viram forçados a se mudar para um hotel, no qual também trabalhavam, Thiago de garçon, a esposa de camareira. Nas corridas. Thiago conseguia posições intermediárias, em provas com até oitenta inscritos, mas só chamavam atenção na FF os ponteiros. Pouco podia treinar, para ganhar experiência, pois além de ter que trabalhar fora, os treinos obviamente não eram gratuitos. Tinha que pilotar com muito cuidado, pois não podia nem sonhar em bater o carro. Assim, os resultados não foram lá grande coisa. Obteve um sexto lugar numa corrida extra-campeonato em Brands Hatch, que não contou, entretanto, com os melhores pilotos da categoria. De resto, só posições intermediárias. Ainda por cima, bateu justo no conterrâneo Henrique Câmara numa prova em Silverstone no finalzinho da temporada.
Apesar de falar em continuar em 1976, infelizmente a carreira de Thiago não foi para a frente. Restaram muitas histórias para contar aos netos e muito cachorro quente para vender.
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