Há diversos pilotos cujas carreiras só podem ser descritas como esquisitas. Enquadro o paulista André Ribeiro nesta categoria. André foi um dos inúmeros pilotos brasileiros a tentar a sorte na Europa, no início dos anos 90.
Após correr na F-Ford brasileira, em 1989, André correu na Formula GM Lotus em 1990. O Anuário Autosport daquele ano disse, curta e grossamente, que André "não é uma estrela". Após outra temporada na GM, André passou para a Formula 3 Britânica em 1992. De certa forma, teve o azar de entrar na categoria justo quando Gil de Ferran fez a festa, ganhando sete provas e o campeonato com bastante autoridade. Entre os brasileiros, André teve o pior desempenho, conseguindo um único podium em 15 corridas.

A Autosport não era grande fã de Ribeiro em 1990. A Revista disse que ele 'não é estrela', ou seja, em bom português, que não ia dar em nada...
Ribeiro tentou mais uma vez a sorte na F-3 em 1993, desta feita com Reynard Honda da equipe Fortec. Seu desempenho melhorou um pouco, marcando duas poles, e obtendo três podiums, inclusive um segundo lugar na primeira prova de Brands Hatch. Mas em vez de evoluir, sua temporada piorou. Voltar à F-3 para uma terceira temporada não era uma opção boa.
Ribeiro desistiu da Europa, e sempre um bom vendedor, conseguiu patrocínio da Marlboro do Brasil, se inscrevendo no Torneio Indy Lights nos Estados Unidos em 1994. Ali sua carreira mudou de rumo, e Ribeiro obteve quatro vitórias e o vice-campeonato, sendo que entre os concorrentes daquele ano se encontravam o talentoso Greg Moore, Pedro Chaves, que já correra na F-1, e Buzz Calkins, que venceria o primeiro campeonato da IRL.
A Equipe Tasman, na qual Andre disputou o campeonato da Lights, entraria na CART em 1995, com motores da Honda. A princípio, a combinação de piloto e motor estreante não pareceu muito boa para os especialistas, mas era a maneira de a Honda fazer as coisas (lembrem-se da Spirit na F-1). De fato, Ribeiro teve que disputar dez provas para obter um resultado razoável, um quatro lugar em Elkhart Lake. O motor e o piloto pareciam ter futuro, mas não imediato. Entretanto, mais uma vez a estrela de Ribeiro brilhou, apesar do mau augúrio da Autosport! O conjunto se adaptou completamente à pista de Loudon, em New Hampshire, e após obter a pole, André obteve a primeira vitória da sua carreira na CART, que também foi a primeira vitória da Honda na categoria.
André iniciou o campeonato de 1996 como um dos favoritos, mas infelizmente a esta altura a equipe Ganassi já havia adotado os motores Honda e dominou o início do campeonato. Apesar disso, André conseguiu uma expressiva vitória na etapa do Rio de Janeiro, tornando-se o único brasileiro a ganhar essa corrida na sua curta história. O resto do ano não foi muito bom, exceto por outra excelente vitória na Michigan 500, na mesma corrida em que Emerson Fittipaldi se feriu gravemente, que acabou com a sua carreira na categoria. Nas próximas quatro corridas, o melhor posto de André foi um oitavo lugar.
Ribeiro continuou na Tasman em 1997, mas o ano foi desastroso, e seus melhores resultados foram um terceiro e um quarto lugares, em Toronto e Laguna Seca. Obviamente era necessário mudar de ares, e o convite não poderia ver de um lugar melhor, da vitoriosa equipe Penske.
Em 1997 a Penske teve uma temporada razoável, e Paul Tracy ganhou diversas corridas no começo do ano. Portanto, era de se esperar algo parecido em 1998. Pois ocorreu justamente o contrário. O Penske Mercedes daquela temporada, de modo geral, era um mau carro, e apesar de largar em 2o. em Miami e terceiro em Milwaukee, geralmente André teve desempenho ruim nos treinos e pior ainda nas corridas. Para sua sorte, seu companheiro de equipe, o festejado Al Unser Junior teve desempenho inferior ao seu.
Era de se esperar que Penske se livrasse do piloto, e tentasse partir do zero. E que ali acabaria o relacionamento André-Penske. Ocorre que entre as principais características de André, nos anos anteriores, estavam a sua simpatia com a imprensa e fãs, bom espírito de equipe, e excelente habilidade comercial.
Penske, que além de bem sucedido chefe de equipe é um empresário de primeira, em vez de sumariamente despedir Ribeiro, ofereceu-lhe algo diferente - parceira em seus negócios no Brasil, por ver que André tinha grande tino comercial e boas características para se tornar um empresário de sucesso.
Assim terminou a carreira de André, piloto, e se iniciou a carreira de André, empresário. Sem dúvida uma carreira diferente.
Após correr na F-Ford brasileira, em 1989, André correu na Formula GM Lotus em 1990. O Anuário Autosport daquele ano disse, curta e grossamente, que André "não é uma estrela". Após outra temporada na GM, André passou para a Formula 3 Britânica em 1992. De certa forma, teve o azar de entrar na categoria justo quando Gil de Ferran fez a festa, ganhando sete provas e o campeonato com bastante autoridade. Entre os brasileiros, André teve o pior desempenho, conseguindo um único podium em 15 corridas.
A Autosport não era grande fã de Ribeiro em 1990. A Revista disse que ele 'não é estrela', ou seja, em bom português, que não ia dar em nada...
Ribeiro tentou mais uma vez a sorte na F-3 em 1993, desta feita com Reynard Honda da equipe Fortec. Seu desempenho melhorou um pouco, marcando duas poles, e obtendo três podiums, inclusive um segundo lugar na primeira prova de Brands Hatch. Mas em vez de evoluir, sua temporada piorou. Voltar à F-3 para uma terceira temporada não era uma opção boa.
Ribeiro desistiu da Europa, e sempre um bom vendedor, conseguiu patrocínio da Marlboro do Brasil, se inscrevendo no Torneio Indy Lights nos Estados Unidos em 1994. Ali sua carreira mudou de rumo, e Ribeiro obteve quatro vitórias e o vice-campeonato, sendo que entre os concorrentes daquele ano se encontravam o talentoso Greg Moore, Pedro Chaves, que já correra na F-1, e Buzz Calkins, que venceria o primeiro campeonato da IRL.
A Equipe Tasman, na qual Andre disputou o campeonato da Lights, entraria na CART em 1995, com motores da Honda. A princípio, a combinação de piloto e motor estreante não pareceu muito boa para os especialistas, mas era a maneira de a Honda fazer as coisas (lembrem-se da Spirit na F-1). De fato, Ribeiro teve que disputar dez provas para obter um resultado razoável, um quatro lugar em Elkhart Lake. O motor e o piloto pareciam ter futuro, mas não imediato. Entretanto, mais uma vez a estrela de Ribeiro brilhou, apesar do mau augúrio da Autosport! O conjunto se adaptou completamente à pista de Loudon, em New Hampshire, e após obter a pole, André obteve a primeira vitória da sua carreira na CART, que também foi a primeira vitória da Honda na categoria.
André iniciou o campeonato de 1996 como um dos favoritos, mas infelizmente a esta altura a equipe Ganassi já havia adotado os motores Honda e dominou o início do campeonato. Apesar disso, André conseguiu uma expressiva vitória na etapa do Rio de Janeiro, tornando-se o único brasileiro a ganhar essa corrida na sua curta história. O resto do ano não foi muito bom, exceto por outra excelente vitória na Michigan 500, na mesma corrida em que Emerson Fittipaldi se feriu gravemente, que acabou com a sua carreira na categoria. Nas próximas quatro corridas, o melhor posto de André foi um oitavo lugar.
Ribeiro continuou na Tasman em 1997, mas o ano foi desastroso, e seus melhores resultados foram um terceiro e um quarto lugares, em Toronto e Laguna Seca. Obviamente era necessário mudar de ares, e o convite não poderia ver de um lugar melhor, da vitoriosa equipe Penske.
Em 1997 a Penske teve uma temporada razoável, e Paul Tracy ganhou diversas corridas no começo do ano. Portanto, era de se esperar algo parecido em 1998. Pois ocorreu justamente o contrário. O Penske Mercedes daquela temporada, de modo geral, era um mau carro, e apesar de largar em 2o. em Miami e terceiro em Milwaukee, geralmente André teve desempenho ruim nos treinos e pior ainda nas corridas. Para sua sorte, seu companheiro de equipe, o festejado Al Unser Junior teve desempenho inferior ao seu.
Era de se esperar que Penske se livrasse do piloto, e tentasse partir do zero. E que ali acabaria o relacionamento André-Penske. Ocorre que entre as principais características de André, nos anos anteriores, estavam a sua simpatia com a imprensa e fãs, bom espírito de equipe, e excelente habilidade comercial.
Penske, que além de bem sucedido chefe de equipe é um empresário de primeira, em vez de sumariamente despedir Ribeiro, ofereceu-lhe algo diferente - parceira em seus negócios no Brasil, por ver que André tinha grande tino comercial e boas características para se tornar um empresário de sucesso.
Assim terminou a carreira de André, piloto, e se iniciou a carreira de André, empresário. Sem dúvida uma carreira diferente.
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